foto do palácio ao pasto como boi

O Livro De Daniel – Do palácio ao pasto como boi

Daniel é o autor do livro que leva seu próprio nome. Porém, o quarto capítulo é claramente uma confissão de Nabucodonosor escrita na forma de carta, a qual Daniel incorporou ao seu livro. Através de uma proclamação real ele desejava que todos os homens da terra soubessem de sua experiência com o Deus de Daniel (Daniel 4:1-2).

Este decreto reflete o sentimento do rei quando suas faculdades mentais foram completamente restabelecidas depois de sete anos de insanidade. Ele, que tinha sido um orgulhoso monarca, tornou-se um humilde filho de Deus. Nesta história encontramos profundas lições espirituais e como Deus manifestou Sua misericórdia a um rei pagão e idólatra. Vamos conhecer mais sobre essa história de arrependimento e conversão.

Aprendendo juntos

1. Que declaração fez o rei Nabucodonosor a respeito de Deus? (Daniel 4:3)

O capítulo 4 inicia com o reconhecimento do rei Nabucodonosor acerca da soberania e domínio de Deus sobre todos os reinos da Terra. Esse poderoso testemunho foi proclamado a todos os povos e línguas num edito real elaborado pelo próprio Nabucodonosor. Esse fato é uma clara demonstração de que Daniel e seus amigos, mesmo no cativeiro, influenciaram tremendamente a corte babilônica e fizeram com que o conhecimento de Deus chegasse a todos os povos.

2. O que trouxe espanto ao rei Nabucodonosor? (Daniel 4:5)

Os habitantes da Babilônia costumavam ver um significado em todo sonho. Possivelmente por esta razão Deus empregou mais uma vez um sonho como um instrumento para expor seus intuitos. Deus sempre usa parábolas e figuras para transmitir Suas verdades. Os símbolos ajudam a recordar tanto a mensagem como sua importância, durante mais tempo que se a mensagem tivesse sido comunicada de outra maneira. Ao contrário do que ocorreu no capítulo 2, desta vez o rei se lembrava do sonho, porém ainda não sabia a sua interpretação.

3. Que pessoas foram novamente chamadas para decifrarem o sonho? (Daniel 4:7)

Assim como ocorreu no capítulo 2, foram chamados os sábios (os magos, encantadores, os caldeus e os feiticeiros) para dar ao rei a interpretação do sonho. Como no capítulo 2, Daniel 4:7 declara que eles não puderam dar ao rei a interpretação do sonho. Mais uma vez ficou provada a incapacidade de qualquer homem de revelar os mistérios que o Altíssimo reservou para Si.

4. Descreva o sonho de Nabucodonosor. (Daniel 4:10-17)

O rei Nabucodonosor sonhou com uma grande árvore que ficava no meio da terra e sua altura chegava até ao céu. Todos os seres viventes se mantinham dela. Em sua folhagem, as aves faziam morada e debaixo dela os animais do campo achavam sombra. Entretanto, um santo que desceu do céu cortou a árvore, deixando apenas a raiz e parte do tronco amarrada em cadeias, permanecendo nessa situação por sete tempos.

5. Segundo a interpretação de Daniel o que aconteceria ao rei? (Daniel 4:20-22, 25)

Deus predisse no sonho que Nabucodonosor seria cortado de seu reino e passaria a viver como um animal durante 7 anos (tempos significam anos – ver Daniel 11:13).

Que declaração feita pelo rei trouxe-lhe o juízo divino? (Daniel 4:30, 31)

Nabucodonosor havia sido exaltado ao máximo com a glória mundana. Mesmo na profecia de Ezequiel ele havia sido chamado de “o rei dos reis” (Ezequiel 26:7). Todavia, ainda que algumas vezes tivesse atribuído a Deus a glória do seu reino, ele permitiu que o orgulho e o desejo de exaltação própria dominassem o seu coração. No exato momento em que o rei se orgulhava das maravilhas da cidade de Babilônia que ele mesmo havia construído, do poderio do seu reinado, veio o juízo do céu, e transformou seu coração de homem em coração de animal. Foi esse mesmo sentimento de orgulho e presunção que fez com que Lúcifer fosse expulso do Céu (Isaías 14:12-14).

Após os sete anos de loucura, o que reconheceu o rei Nabucodonosor? Daniel 4:34-37

Nabucodonosor reconheceu que “o céu reina” (Daniel 4:26), e que “o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens, e o dá a quem quer” (Daniel 4:25).  Este rei, que no passado havia sido orgulhoso e tirano, tornou-se um humilde filho de Deus, sábio e compassivo. Finalmente, ele aprendeu a lição de que a verdadeira grandeza consiste em reconhecer e glorificar o Único Deus verdadeiro. Ele é quem domina sobre reis e reinos e “pode humilhar aos que andam na soberba” (Daniel 4:37).

O propósito de Deus, que o maior reino do mundo reconhecesse a justiça Divina, estava agora cumprido. Esta proclamação pública, em que Nabucodonosor reconhecia a misericórdia, bondade e autoridade de Deus, foi o último ato de sua vida registrado na história sacra.

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