O Livro de Daniel - Dois poderes em conflito

O Livro de Daniel – Dois poderes em conflito

Estamos acostumados a ver o mais forte sempre vencendo o mais fraco, seja numa briga no colégio, numa partida de futebol ou na corrida do predador em busca da caça. O mais forte sempre vence, embora o mais forte, nem sempre seja o melhor. Parece ser uma lei da vida, porém em alguns momentos, essa lei é contrariada, o fraco vence o forte. A fraqueza supera a força, o menor suplanta o maior.

Você pode até perguntar: Como isso é possível? Não sabemos todas as respostas porque acontece assim, mas ao estudarmos o livro de Daniel, fica muito claro que aqueles que confiam em Deus, sempre vencem no final, mesmo em menor número ou em aparente desvantagem.

Aprendendo Juntos

1. O livro de Daniel apresenta, em sua introdução, duas cidades em conflito. Quais são elas? Daniel 1:1

Desde o início do livro vemos em marcha o grande conflito entre o bem e o mal, entre o culto pagão e a adoração ao verdadeiro Deus. Logo no primeiro verso, duas cidades se destacam. Jerusalém, capital do povo de Deus, e Babilônia, capital idólatra, representando a sede do poder que se opõe a Deus. De fato estas duas cidades percorrem por toda a Bíblia, do Gênesis (4:18; 10:10) ao Apocalipse (14 e 18; 21:2, 3), e podemos ver a intensa luta entre a luz e as trevas, a verdade e o erro em cada momento da história.

2. O que Deus permitiu que Nabucodonosor fizesse ao Seu povo? Daniel 1:1, 2

O cativeiro babilônico é uma prova de que o Senhor controla os acontecimentos na história e dirige Seu povo. Era Sua intenção que os judeus fossem escravizados pelos babilônicos (caldeus) para abrir-lhes os olhos para as consequências de sua rebelião, de modo a poder, futuramente, conduzi-los a um estilo de vida melhor. Várias advertências haviam sido dadas denunciando seus pecados, mas nenhuma reforma foi vista (Isaías 39:6,7; Jeremias 25:11). Deus então, para cumprir Seus propósitos e salvar Seu povo, permitiu o cativeiro, entregando-os a Nabucodonosor.

Três desafios dos jovens hebreus

3. Qual foi o primeiro desafio imposto aos jovens cativos na Babilônia? Daniel 1:3, 4

Seguindo o costume da época, Nabucodonosor ordenou que jovens fossem preparados para assistirem no palácio do rei e deveriam aprender as ciências dos caldeus para adotarem os elementos pagãos mesclados nesta cultura. Este período preparatório duraria três anos (Daniel 1:3-5), e no final dele seria feito um teste para saber quem estaria apto a assistir no palácio real. Este foi um desafio cultural, pois os jovens foram levados a adotar elementos da cultura babilônica que certamente contrariavam os princípios da religião hebraica que eles praticavam.

4. Qual foi o segundo desafio que Daniel e seus amigos tiveram que se submeter durante três anos? Daniel 1:5, 6

Nabucodonosor ordenou que todos os jovens devessem participar dos manjares e das iguarias oferecidas na mesa real. Provavelmente, alimentos imundos e bebidas alcoólicas faziam parte do cardápio, algo que era proibido pela lei judaica (Levítico 11; Provérbios 20:1). Além disso, as carnes ali oferecidas eram, primeiramente, sacrificadas aos ídolos pagãos, costume também condenado no Novo Testamento (Atos 15:29). Este foi um segundo teste, o desafio do regime alimentar. Foram tentados a comer coisas que Deus não aprova, pois estes alimentos e bebidas são prejudiciais à saúde e destroem nosso corpo, que é o templo do Espírito Santo (1 Coríntios 3:16,17; 6:19,20; 10:31).

5. Que atitude Daniel tomou com relação à dieta determinada pelo rei? Daniel 1:8

No momento de prova, Daniel manteve-se fiel a Deus e decidiu seguir os princípios de temperança, mesmo que com isso contrariasse a ordem do rei e pusesse em risco a própria vida. Estes jovens haviam aprendido a desenvolver hábitos corretos que promoviam a saúde plena. Capacidade intelectual, força física e longevidade dependem de leis imutáveis criadas por Deus. Nesta questão o acaso não existe. É uma lei do céu: “Iremos colher aquilo que semearmos” (Gálatas 6:7).

6. Que experimento Daniel propôs ao cozinheiro-chefe e qual foi o resultado? Daniel 1:11-16

Daniel propôs que tivesse uma alimentação alternativa durante 10 dias. Ao final desse período, os resultados provaram exatamente o oposto do que o cozinheiro-chefe esperava. Os que haviam sido temperantes estavam mais saudáveis, mais fortes e possuíam maior capacidade mental que aqueles que condescenderam com o apetite. É impressionante notar que ao término dos três anos de estudos, Daniel e seus amigos foram considerados “dez vezes mais doutos do que todos os magos e encantadores” de todo o reino de Babilônia (Daniel 1:20).

7. O terceiro desafio refere-se à mudança dos nomes.

A mudança de seus nomes significava que estes jovens hebreus estavam sendo adotados na corte babilônica e intencionava-se que eles abandonassem sua religião hebraica e aceitassem o politeísmo de Babilônia. Seus novos nomes representavam divindades caldeias. Isso representava um terceiro teste, o desafio religioso. Perceba as diferenças nos nomes:

8. O que Deus deu aos jovens representando a vitória no conflito entre o bem e o mal? Daniel 1:17, 19, 20

Deus concedeu a Daniel e aos seus amigos conhecimento e sabedoria acima de todos os outros, permitindo-lhes que assistissem diretamente diante do rei. O texto ainda informa que a Daniel foi dada “inteligência de todas as visões e sonhos” (Daniel 1:17). Isso nos mostra que ele já estava sendo preparando para o exercício do ministério profético e que seria um veículo das surpreendentes revelações divinas à posteridade.

Logo no primeiro capítulo de Daniel aprendemos que Deus nunca desampara Seu povo, mas concede sabedoria, coragem e livramento diante das circunstâncias adversas. No conflito entre o bem e o mal, Deus e Seu povo sempre tem a vitória final.

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