Segunda Volta de Jesus

A segunda vinda de cristo e o ponto principal sobre a verdade bibliótica,é o ponto mais alto sobre a salvação em cristo Jesus, o advento de cristo tem que ser nosso ponto principal dos nossos pensamentos e do nosso dia-a dia, para que assim possamos nos prepara e pregar ao outros sobre a nossa felicidade em encontrar Jesus nas nuvens. 
Bem  Ellen White sempre afirmou que sua função era dirigir as pessoas à Bíblia. A nossa função também e dirigir as pessoas a Bíblia porque a Bíblia e a verdade e a verdade liberta. Ela escreveu que “o Espírito não foi dado – nem nunca o poderia ser – a fim de sobrepor-Se à Escritura; pois esta explicitamente declara ser ela mesma a norma pela qual todo ensino e experiência devem ser aferidos” (GC vii). Assim, ela acreditava, seu próprio ministério profético precisava ser testado pela Bíblia. Ela via seus escritos não como um substituto para a Bíblia, mas como “uma luz menor para guiar homens e mulheres à luz maior” (CE 125). Para Ellen White, o estudo pessoal da Bíblia era de extrema importância para cada cristão. E conquanto isto fosse verdade de maneira geral, seria especialmente crucial nos dias finais da história terrestre. No fim dos tempos, ela afirma, “Satanás emprega todo artifício possível para impedir os homens de obter conhecimento da Bíblia”, de modo que os seres humanos não sejam capazes de detectar os enganos dele (GC 593). Assim, o estudo da Bíblia se torna parte do conflito no fim dos tempos. E ela declara que “pessoa alguma, a não ser os que fortaleceram o espírito com as verdades da Escritura, poderá resistir no último grande conflito” (GC 593).

A segunda vinda

A Segunda Vinda era de importância central para Ellen White desde sua conversão, na experiência Milerita na década de 1840. A realidade da proximidade do advento dominou sua vida e moldou sua carreira de escritora. Assim, esse tema está a cada um dos outros seis que estamos examinando. Portanto, a Segunda Vinda é um ponto focal da verdade na Bíblia, é o clímax da salvação em Cristo, sinaliza o começo do fim do grande conflito entre o bem e o mal, é uma expressão suprema do amor de Deus, é o objetivo das três mensagens angélicas, e proporciona um incentivo para se viver a vida cristã. A Segunda Vinda não deixou de influenciar nenhuma parte do pensamento de Ellen White. Ela ensinou que o Segundo Advento deve estar no centro dos ensinamentos e atividades dos adventistas do sétimo dia. “Todos os sermões que proferirmos”, disse, “devem revelar claramente que estamos esperando a vinda do Filho de Deus, e por ela trabalhando e orando. Sua vinda é a nossa esperança. Esta esperança deve estar vinculada com todas as nossas palavras e atos, com todos os nossos relacionamentos e amizades” (Ev 220). Para Ellen White, o retorno de Cristo não era apenas uma realidade futura, mas tinha um senso de proximidade que exigia urgência em pregar essa mensagem a todo o mundo no tempo mais curto possível. “Fazei ressoar um alarme. Dizei às pessoas que o dia do Senhor está perto, e apressa-se grandemente. Ninguém fique sem ser advertido. … Não temos tempo a perder. … A vinda do Senhor está mais próxima do que quando aceitamos a fé. O grande conflito aproxima-se de seu fim. Toda notícia de calamidade em mar ou terra é um testemunho de que o fim de todas as coisas está próximo. Guerras e rumores de guerras declaram-no. … O Senhor vem. Ouvimos os passos de um Deus que Se aproxima. …Temos que preparar-Lhe o caminho mediante o desempenho de nossa parte em preparar um povo para esse grande dia” (Ev 218, 219). Foi a verdade do advento e a proximidade desse evento que preparou o caminho para a missão adventista de evangelização.

Ellen White relacionou intimamente seu enfoque na Segunda Vinda e na consequente missão evangelizadora, aos livros apocalípticos de Daniel e Apocalipse. Esses livros e a descrição do tempo do fim que eles apresentam encontraram um lugar especial nos escritos e ensinamentos dela. “Há necessidade de um estudo mais aprimorado da Palavra de Deus”, ela escreveu em 1896; “especialmente Daniel e Apocalipse devem merecer atenção, como nunca antes na história de nossa obra” (Ev 577). Novamente, aconselhou, “deve haver estudo mais aprimorado e mais diligente do Apocalipse, e apresentação mais fervorosa das verdades que contém – verdades que concernem a todos quantos vivem nestes últimos dias” (Ev 197).

Os próprios escritos de Ellen White sobre o Segundo Advento demonstram que ela seguiu sua própria recomendação de estudar Daniel e o Apocalipse. Seus escritos estão completamente repletos de alusões a esses dois livros apocalípticos. A Sra. White escreveu algumas de seus trechos mais inspiradores em conexão com o conjunto de eventos que envolvem o Segundo Advento. Narrando o Segundo Advento em si, ela escreve: “É ouvida pelo povo de Deus uma voz clara e melodiosa, dizendo: ‘Olhai para cima’; e, levantando os olhos para o céu, contemplam o arco da promessa. As nuvens negras, ameaçadoras, que cobriam o firmamento se fendem e, como Estêvão, olham fixamente para o céu, e vêem a glória de Deus, e o Filho do homem sentado sobre o Seu trono. …

“Os ímpios contemplam a cena com terror e espanto, enquanto os justos vêem com solene alegria os sinais de seu livramento. Tudo na Natureza parece desviado de seu curso. … Em meio dos céus agitados, acha-se um espaço claro de glória indescritível, donde vem a voz de Deus como o som de muitas águas, dizendo: ‘Está feito’. Apoc. 16:17. “Essa voz abala os céus e a Terra. Há um grande terremoto. … O firmamento parece abrir-se e fechar-se. A glória do trono de Deus dir-se-ia atravessar a atmosfera. … As mais orgulhosas cidades da Terra são derribadas. .. As paredes das prisões fendem-se, e o povo de Deus, que estivera retido em cativeiro por causa de sua fé, é libertado” (GC 636-637).

A descrição de Ellen White da ressurreição dos justos é igualmente encorajadora. “Por entre as vacilações da Terra, o clarão do relâmpago e o ribombo do trovão, a voz do Filho de Deus chama os santos que dormem. … Por todo o comprimento e largura da Terra, os mortos ouvirão aquela voz, e os que ouvirem viverão. … Os justos vivos são transformados ‘num momento, num abrir e fechar de olhos’. À voz de Deus foram eles glorificados; agora tornam-se imortais, e com os santos ressuscitados, são arrebatados para encontrar seu Senhor nos ares. … Criancinhas são levadas pelos santos anjos aos braços de suas mães. Amigos há muito separados pela morte, reúnem-se, para nunca mais se separarem, e com cânticos de alegria ascendem juntamente para a cidade de Deus” (GC 644-645).

De todas as descrições de Ellen White sobre experiências relacionadas ao Segundo Advento, talvez as da vida na Nova Terra sejam as mais animadoras. Ela escreve: “Ali, mentes imortais contemplarão, com deleite que jamais se fatigará, as maravilhas do poder criador, os mistérios do amor que redime. … Todas as faculdades se desenvolverão, ampliar-se-ão todas as capacidades. … Ali os mais grandiosos empreendimentos poderãoser levados avante, alcançadas as mais elevadas aspirações, as mais altas ambições realizadas; e surgirão ainda novas alturas a atingir, novas maravilhas a admirar, novas verdades a compreender, novos objetivos a aguçar as faculdades do espírito, da alma e do corpo” (GC 677).

Como podemos ver nas citações acima, o conjunto de eventos relacionados ao Segundo Advento não apenas formam um importante tema integrativo nos escritos de Ellen White, mas seu senso da realidade desses eventos ardia em sua alma. Esse conjunto temático forneceu direção para seus escritos e orientação para sua vida.

Intimamente ligado à compreensão da Sra. White sobre o Segundo Advento está um tema que nos ajuda a compreender sua vida e escritos. Esse tema é a mensagem dos três anjos de Apocalipse 14:6-12 e a missão da Igreja Adventista do Sétimo Dia.

A mensagem do terceiro anjo e a Missão Adventista

Apocalipse 14:6-12, com sua descrição das três mensagens angélicas, se encontra noâmago da identidade dos adventistas do sétimo dia, como Ellen White a considerava. Ela afirmou desde o início de seu ministério até o final, aproximadamente 71 anos mais tarde, que Deus tinha comissionado especialmente os adventistas para pregar a mensagem do terceiro anjo. Capte o sentido de missão em suas palavras: “Em sentido especial foram os adventistas do sétimo dia postos no mundo como vigias e portadores de luz. A eles foi confiada a última mensagem de advertência a um mundo a perecer. … Confiou-se-lhes uma obra da mais solene importância: a proclamação da primeira, segunda e terceira mensagens angélicas. Nenhuma obra há de tão grande importância. Não devem eles permitir que nenhuma outra coisa lhes absorva a atenção. “As mais solenes verdades já confiadas a mortais nos foram dadas, para as proclamarmos ao mundo. A proclamação dessas verdades deve ser nossa obra. O mundo precisa ser advertido, e o povo de Deus deve ser fiel ao legado que se lhe confiou” (Ev 120) (9T 19).

Como os outros líderes adventistas do sétimo dia, Ellen White via as três mensagens angélicas como uma “perfeita cadeia de verdades” (PE 256) que se estendia da década de 1840 até o fim dos tempos. A primeira mensagem (é chegada a hora do juízo de Deus), eles concluíram, tinha começado com a pregação de Guilherme Miller nas décadas de 1830 e 1840, enquanto que a segunda (a queda de Babilônia) começou a ser pregada em 1843, quando os crentes do advento estavam sendo expulsos de suas igrejas por acreditarem na doutrina bíblica da Segunda Vinda pré-milenial. Essas duas mensagens eram importantes, mas elas meramente prepararam o caminho para a pregação da terceira mensagem angélica. É na terceira mensagem que os adventistas do sétimo dia encontram sua comissão e sua identidade única. Ellen White e os outros crentes sabatistas sustentavam que “quando Cristo entrou no lugar santíssimo do santuário celestial [em outubro de 1844] para levar a efeito a obra final da expiação, entregou a Seus servos a última mensagem de misericórdia a ser dada ao mundo. Tal é a advertência do terceiro anjo em Apocalipse 14. Seguindo imediatamente a esta proclamação, o profeta viu o Filho do homem vindo em glória para ceifar a colheita da Terra” (HR 379).

Ellen White repetidamente ensinou que “esta [a mensagem do terceiro anjo] é a últimamensagem” para um mundo a ser destruído em breve. “Não há mais [mensagens] aseguir, não mais convites de misericórdia a serem dados depois que esta mensagem tiver feito sua obra. Que incumbência!” (5T 206-207). A Sra. White ensinou que a pregação da terceira mensagem angélica (juntamente com as duas primeiras) seria mundial. É essa crença solidamente defendida, enraizada em Apocalipse 14:6-12, que literalmente tem impelido a igreja adventista do sétimo dia aos confins da terra com sua mensagem evangelística. A terceira mensagem angélica, Ellen White declara, não apenas devia ser global, mas deveria também separar e testar os seres humanos. “Deve a mensagem do terceiro anjo realizar a sua obra de separar das igrejas um povo que se decidirá em prol dos princípios da verdade eterna”. É uma “mensagem de vida e morte” (Ev 229-230) (6T 61). Novamente, ela escreveu: “Aprouve ao Senhor dar a Seu povo a mensagem do terceiro [p. 122] anjo como uma mensagem decisiva para ser apresentada ao mundo. João contempla um povo diferente e separado do mundo, que se recusa a adorar a besta ou a sua imagem, que tem sobre si o sinal de Deus, que santifica o Seu sábado – o sétimo dia. … Deles escreve o apóstolo: ‘Aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.’ Apoc. 14:12” (Ev 233).

Assim, encontramos a perpetuidade da lei de Deus e a restauração do sábado bíblico no âmago da compreensão adventista sobre a terceira mensagem angélica. Os primeiros adventistas do sétimo dia não tiveram nenhum problema para ver esses elementos na terceira mensagem. Foram também rápidos em compreender o aspecto do grande conflito em Apocalipse 13 e 14, que opõe aqueles que tiverem a marca da besta contra aqueles que guardarem todos os mandamentos de Deus.

Mas o que muitos não conseguiram ver na terceira mensagem angélica foi o significado de “a fé em Jesus”. Esse foi um ponto que Ellen White procurou esclarecer para seus companheiros, membros da igreja, na sessão da Conferência Geral de 1888, em Mineápolis. Ela enfatizou que a fé de Jesus (que pode ser traduzido do grego como fé em Jesus) significa “Jesus tornar-Se o Portador de nossos pecados para que pudesse tornar-Se o Salvador que perdoa os nossos pecados. … Veio ao nosso mundo e levou os nossos pecados para que pudéssemos levar Sua justiça. E a fé na capacidade de Cristo para salvar-nos ampla, completa e totalmente, é a fé de Jesus” (3SM 172) (1888 Materiais 217). Assim, ela poderia dizer em um outro contexto que “justificação pela fé … é a mensagem do terceiro anjo, em verdade” (1SM 372).

Na perspectiva de Ellen White, a terceira mensagem angélica une a lei e o evangelho. Enquanto os adventistas do sétimo dia superenfatizavam a lei e o Sábado em detrimento do evangelho da graça, não estavam pregando a plena mensagem do terceiro anjo. Este era o ponto fraco da denominação antes de 1888. Mas a partir de 1888 e de uma compreensão adventista mais ampla da terceira mensagem angélica, Ellen White pôde afirmar que os adventistas tinham então a mensagem completa e que “o alto clamor do terceiro anjo já começou na revelação da justiça de Cristo, o Redentor que perdoa os pecados” (1ME 363).

A centralidade da terceira mensagem angélica, com seu imperativo de missão mundial, está bem no centro do conceito de Ellen White como um importante tema interpretativo. E como os outros temas integrativos e interpretativos, está entrelaçado aos outros seis. Antes de pararmos de falar sobre o tema do terceiro anjo, deve ser salientado que não só os extensos escritos de Ellen White sobre a lei, o sábado, a justificação pela fé, o grande conflito e outros tópicos estavam diretamente relacionados à terceira mensagem, mas também o estavam seus volumosos comentários sobre educação, saúde, publicação e ministério evangélico.

A educação adventista deveria treinar pessoas para propagar a terceira mensagem angélica. A mensagem de saúde (o braço direito do terceiro anjo; ver 1T 486) deveria munir as pessoas com melhor saúde para que pudessem pregar mais apropriadamente a mensagem do advento, e levar outros à verdade pelo testemunho das instituições adventistas de saúde. Os programas ministerial e de publicações deveriam também propagar a última mensagem ao mundo antes da colheita final de Apocalipse 14:14-20. A terceira mensagem angélica também está diretamente relacionada ao último tema de Ellen White que examinaremos nesta curta exposição: a vida cristã diária e o desenvolvimento do caráter.

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